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segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Dicas de gestão mensal dos nossos gastos

Olá pessoal, espero que esteja tudo bem convosco.

 

No seguimento de uma publicação anterior em que falo sobre independência financeira, decidi partilhar algumas dicas de como gerir os gastos mensais sem correr o risco de ter gastar mais do que aquilo que ganho.

 

Mais uma vez isto depende da vida financeira de cada um, mas penso que em qualquer realidade é possível.

 

Por outro lado, isto é um processo que leva o seu tempo e não é esperado que de um dia para o outro tenhamos um mealheiro de um milionário. Como qualquer processo, o segredo está na disciplina e persistência.

 

Assim sendo, e tendo como princípio que trabalhamos por conta doutrem e que todos os meses recebemos um salário, o primeiro passo a dar é definir uma percentagem sobre esse valor e colocá-lo de imediato na poupança, ou seja, pagares-te a ti.

 

O segundo passo, e tendo previamente feito um pequeno estudo sobre o valor médio mensal das despesas fixas, reservar esse valor para o pagamento dessas mesmas despesas, incluindo não só as contas da luz, água, etc, mas também supermercado, gasolina, educação, etc, e somando o valor dos impostos sobre o património (IMI, IUC, etc), dividindo por 12 meses.

 

De seguida, reservar também antecipadamente, os valores dos créditos existentes, (casa, carro, pessoais, etc.)

 

Deste modo, todos os meses haverá sempre a almofada garantida libertando alguma ansiedade sobre as nossas obrigações.

 

Por outro lado, o valor que sobrar é para os luxos que todos merecemos.

 

Logicamente que, e repetindo-me, cada um de nós tem a sua vida e provavelmente, principalmente quando se começa este processo, não será assim tão linear, mas mais importante é começar por algum lado para assim podermos chegar a este estado.

 

Espero que tenham gostado desta partilha, penso explorá-lo mais brevemente.

 

Abreijos e até à próxima.

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Primeiro Passo na Poupança Pessoal

 Olá pessoal, espero que esteja tudo bem convosco.

 

No seguimento desta publicação, vou partilhar convosco dicas para começar um pé de meia.

Quero antes de mais informar que isto traduz-se na minha experiência pessoal e que não serve de todo como sendo orientações universais.

Para informações fidedignos aconselho procurar um gestor de conta ou alguém que trabalhe diretamente com mecanismos de poupança.

 

Em primeiro lugar, entendo que numa sociedade em que o consumo é a toda a hora estimulado, alguns de nós não consiga sequer ter a consciência que grande parte dos nossos gastos são evitáveis, desnecessários e mesmo fúteis, e que podemos canalizar esse gasto em poupança futura.

 

Em segundo lugar, por mais apertado que seja o nosso rendimento, é sempre possível poupar dentro das nossas possibilidades, mesmo que o valor possa à partida parecer ridículo. Nunca é ridículo, é o adequado à nossa realidade.

 

Em terceiro lugar, isto não é um processo que tenha resultados imediatos. Muito pelo contrário, demora anos e é preciso manter a consistência e o foco, pois numa sociedade em que cada vez mais se valoriza a gratificação imediata, o sucesso rápido não é a norma.

 

Assim sendo, o primeiro passo é constituir um Fundo de Emergência pessoal, ou seja, um mealheiro que tenha a possibilidade de movimentar imediatamente, no entanto, essa movimentação só pode ser feita em último recurso, e quando digo último é mesmo último.

Por outro lado esta movimentação deverá ser um "empréstimo" a nós mesmo, ou seja, deverá ser reposto e de preferência com juros.

Deste modo conseguimos psicologicamente assumir que este fundo de emergência é algo que tem custos.

 

Idealmente esse fundo de emergência deverá ser o correspondente a seis meses brutos do salário anual, logo aqui entendemos que a constituição desse fundo é demorada.

Se eventualmente mudarmos de trabalho e/ou o nosso salário bruto aumentar, esse fundo de emergência deverá também ser atualizado.

Se o caminho for o inverso e o salário bruto diminuir, então o fundo de emergência deve-se manter inalterado.

 

Um forma rápida de constituir um fundo de emergência é criar uma conta de depósito a prazo junto do banco onde já têm a vossa conta.

A vantagem é a rápida movimentação num verdadeiro caso de emergência, literalmente imediata.

 

Outra forma rápida e segura poderá ser a constituição de títulos de dívida pública, ou certificados de aforro. Na prática, estamos a financiar o Estado que em troca nos paga juros, geralmente mais apetecíveis, principalmente no longo prazo.

Visto que o objetivo do fundo de emergência é precisamente não utilizá-lo, apesar de demorar mais um pouco a ter o dinheiro disponível, é relativamente rápido.

Por outro lado, tem em teoria, sempre capital garantido, pois no dia em que o Estado não tiver como nos pagar, não será um fundo de emergência pessoal que nos irá salvar.

 

Numa próxima publicação, darei outras dicas de como ir constituindo esse fundo de emergência.

 

Espero que tenham gostado da publicação. Sintam-se livres para comentar ou partilhar.

 

Abreijos e até à próxima.

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Independência Financeira

Olá pessoal, espero que esteja tudo bem convosco.

Hoje quis pegar neste tema, pois penso que em certa medida, todos nós o temos na nossa mente, apenas temos alguma dificuldade em defini-lo ou quais os passos para atingir.

Sinto que em Portugal especificamente, é quase um tabu falar em independência financeira, pois rapidamente se associa a pessoas que de forma criativa ou ilegal conseguiu subir na vida, ou então, seguindo narrativas de determinados espectros políticos, quem faz riqueza é um porco capitalista que apenas conseguiu à custa do pobre do operário.

Portanto, resumidamente, todos queremos ser independentes financeiramente, mas como não sabemos como o fazer, criticamos quem o consegue.

E como ainda vivemos num país livre, podemos para já falar abertamente de qualquer tema. 

Em primeiro lugar penso que é importante saber distinguir entre ser-se rico e ter riqueza, o que na minha perspetiva é isto:

  • Ser rico é ter muito dinheiro e ou outros bens;
  • Ter riqueza é ter disciplina financeira, o que não significa obrigatoriamente ter muito dinheiro e ou outros bens.

Pessoalmente, prefiro o segundo ponto, pois acho mais interessante a opção de poder obter determinado bem mas ainda assim optar por não o adquirir.

O exemplo prático do primeiro ponto é o vencedor do euro milhões que em meio ano volta à estaca zero.


Assim sendo, independência financeira poderá ser em termos sintéticos, ter rendimentos que não dependem diretamente do nosso trabalho, ou na prática, se hoje ficasse sem emprego, teria outras fontes de rendimento que me ajudariam a manter o mesmo nível de vida.

No entanto, e tendo em conta vários aspetos, um deles o nosso custo de vida, não é algo que se atinja de um dia para o outro, muito pelo contrário, a menos que sejamos uns felizardos com uma herança choruda. 

Ou seja, exige alguma literacia financeira, conhecer várias formas de obter rendimentos que não sejam exclusivamente das nossas 40 (ou mais) horas de trabalho semanal. 

Por outro lado, ser financeiramente independente não significa estar de "papo para o ar" enquanto as nossas contas vão subindo. Mesmo não sendo rendimentos obtidos por conta de outrem, exigem de igual modo trabalho, disciplina e dedicação da nossa parte, e leva alguns, senão MUITOS anos.

Felizmente a minha educação sempre teve por base não viver acima das nossas possibilidades, logo é mais do que meio caminho andado para ir atrás desta independência financeira. Desde as mais simbólicas semanadas e mesadas ou mesmo a prendinha da avó que usava a técnica do "não preciso de nada, por isso vou guardar"; e desde que comecei a trabalhar que mantive esta forma de pensar, mas de uma forma mais consciente. 

Infelizmente aquela ideia que venderam aos nossos pais de que nós, os filhos nascidos entre 1985 e 1995, iríamos, tal como eles ser recompensados apenas com o nosso trabalhinho, é mentira.

Portanto, mais do que nunca, se queremos viver com a segurança de que caso se dê um cataclismo, conseguimo-nos aguentar, ou então chegar a velhos com o máximo de conforto, temos de trabalhar desde cedo nesse objetivo.

Em publicações futuras, irei partilhar alguns caminhos para atingir esse estado.

Para já fico-me por aqui.

Abreijos e até à próxima.

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