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quarta-feira, 8 de junho de 2022

Telemóvel encostado? Usa como um webcam

Olá pessoal, espero que esteja tudo bem convosco. 

Após muito tempo sem partilhas, eis que decidi não cair na armadilha do "não tenho tempo" porque dei por mim a usá-lo a fazer scroll infinito no Instagram.

 

Posto isto, hoje venho falar sobre o que fazer com um smartphone antigo que está encostado numa gaveta qualquer. Será a minha próxima série de publicações.

 

Com o advento do teletrabalho e com as infindáveis reuniões por videochamada, ter uma boa webcam é uma mais valia, pois, do mesmo modo que em reuniões presenciais, a postura e a imagem têm um papel fundamental na comunicação, também se aplica em reuniões virtuais.

 

Posto isto, as webcams integradas dos computadores por vezes (quase sempre) não têm a qualidade desejada, já para não falar que ficamos sempre com a lente a apontar para o queixo.

 

Assim sendo, se quisermos melhorar a qualidade das nossas reuniões virtuais, temos algumas soluções:

 

  • Comprar uma boa webcam;
  • Reutilizar um smartphone abandonado numa gaveta qualquer.

 

No meu caso, e não fosse eu um "Tio Patinhas", optei pela segunda opção.

 

Antes de avançar, quero apenas avisar que esta publicação não é remunerada nem patrocinada, apenas reflete uma opinião e escolha pessoais, pelo que, se quiserem seguir a minha sugestão, ela será feita por vossa conta e risco, não me responsabilizando por qualquer dano.

 

Ao contrário das webcams embutidas, as lentes dos smartphones são já há alguns anos, verdadeiras peças de alta categoria, portanto, a qualidade de imagem é seguramente superior.

 

Assim sendo, tinha um Xiaomi Mi6 encostado, e após umas pesquisas na internet encontrei uma app chamada "Irirun" que resumidamente funciona da seguinte forma:

 

  1. Instalar a app no telemóvel (sendo Android, pela app store da Google);
  2. Instalar a app no computador (não vou partilhar links, porque se começo a colocar links, deixo de conseguir partilhar o meu blogue);
  3. Ter as duas apps ligadas e conectadas à mesma rede;
  4. Configurar no aplicativo para a videoconferência (Teams, Skype, Zoom, etc.) a predefinição da webcam para a "Iriun WebCam";
  5. Posicionar o telemóvel no local pretendido;
  6. Done.

 

Dentro do aplicativo no telemóvel, dá para definir qual das câmaras pretendemos que seja a nossa webcam, assim como o formato, entre outros.

 

Espero que tenham gostado desta ideia, voltarei brevemente com outras ideias sobre o que fazer com um telemóvel encostado.

 

Abreijos e até à próxima.

domingo, 26 de dezembro de 2021

2021 e o ponto de situação habitual

Olá pessoal, espero que esteja tudo bem convosco.

Como habitual, esta é uma semana em que fazemos balanços, retrospectivas e planos para o futuro.

Apesar de, como já partilhei em publicações anteriores, fazer planos em inícios de setembro, este ano farei diferente.

Fazendo o meu balanço, em resumo, este ano foi o culminar de conhecer as minhas fragilidades e os meus gatilhos. 

Apesar de ter andado a maior parte dos dias deste ano inquieto, aflito e agoniado, posso dizer que no fundo até foi um ano positivo, pois posso finalmente criar estratégias e caminhos para não me deixar cair nesses mesmos gatilhos e armadilhas. 

Assim sendo, para 2022 o meu grande desafio será não deixar que os gatilhos tomem conta de mim e que me façam ficar imóvel quanto ao meu progresso a nível pessoal. 

Felizmente, no que concerne ao campo profissional, não há nada nem ninguém que me faça perder o foco e o compromisso. Agora falta aplicar isso para o campo pessoal também.

Irei adotar as estratégias partilhadas convosco no início deste ano sobre como traçar objetivos em tempos incertos, e espero partilhar convosco as vitórias alcançadas entretanto.

Posto isto, esta será a última publicação de 2021, e por isso desejo que o próximo ano seja repleto de vitórias e que a cada momento menos bom, consigam ter a força e a resiliência para aceitar o problema e continuar a andar para a frente.

Abreijos e até para o ano.


segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Controlo das despesas com o nosso carro

Olá pessoal, espero que esteja tudo bem convosco.

 

Voltando ao tema das nossas finanças, vou partilhar convosco algo que faço para controlar as despesas com o meu carro.

 

Por vezes não temos verdadeira noção de qual é a verdadeira despesa com a nossa viatura.

Geralmente ficamo-nos pelo dinheiro que gastamos a cada abastecimento e vamos vendo os quilómetros no indicador do carro.

Mas e os gastos que vamos tendo com portagens? Estacionamentos pagos? Revisões, mudanças de pneus, reparações pontuais? O imposto de circulação? Ou a inspeção periódica obrigatória.

 

Desde que comprei o meu carro em 2009 que tinha uma folha de cálculo em Excel onde colocava os litros e o montante gasto em abastecimento, juntamente com os quilómetros para saber o consumo médio por 100km.

 

Desde 2018 que saquei uma app da Google Play Store chamada Drivvo, que entre ser uma app que serve para controlar todo o nosso orçamento, permite registar todos os gastos associados ao nosso carro.

Podia ser outra app qualquer, mas recordo-me vagamente de ter lido isto numa revista geek qualquer, e acabou por acomodar tudo aquilo que eu procurava, deixando a nota que existe uma versão paga, mas para mim, a versão grátis chega e sobra.

 

Desde então, registo todo e qualquer custo que tenha associado ao meu carro, não só os que já referi acima, como até mesmo o custo com as lavagens ou acessórios que compre.

 

Ao registar tudo corretamente: data da despesa, quilómetros percorridos, tipo de despesa, etc. conseguimos ter acesso a relatórios mais precisos.

 

Assim sendo, aquilo que costumo consultar são resumidamente três pontos:

 

  • Gasto total;
  • Custo médio por dia;
  • Custo médio por quilómetro.

 

Com base nisto, posso tomar decisões sobre se o carro será de facto a melhor opção quando se trata de fazer uma deslocação, ou até mesmo uma viagem.

 

E sim, já decidi usar as perninhas, os transportes públicos, ou chamar um transporte privado, com base nos custos diários e por quilómetro.

 

Aqui aplica-se a regra da independência financeira de que nós é que temos controlo sobre o que e onde gastamos a nossa riqueza e não o inverso.

 

Tal como já disse anteriormente, ter riqueza é poder gastar em algo, mas optar por não o fazer. Ter riqueza não significa necessariamente ter muito património.

 

Por isso siga ganhar a nossa mais que merecida independência financeira.

 

E tu? Também controlas os teus gastos com a viatura?

 

Abreijos e até à próxima.

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Bullet Journal 2021 - ponto de situação

Olá pessoal, espero que esteja tudo bem convosco.

 

Ao fim de 9 meses, venho partilhar convosco como tem sido esta experiência de viver em modo analógico no que diz respeito ao uso de agenda pessoal.

 

Resumindo numa palavra: Fracassei.

 

Bem, na verdade, não totalmente. Consigo identificar alguns pontos de vitória e outros de derrota.

 

No que diz respeito às vitórias, identifico o seguinte:

  • Tenho os aniversários de todas as pessoas que são importantes na minha vida, FINALMENTE, não preciso de recorrer ao Facebook, já que a minha memória para aniversários é uma tristeza;
  • Fiz o tracking de algumas atividades que para mim são importantes, conseguindo assim saber como anda a minha consistência (geralmente não anda muito consistente lol);
  • Ganhei o hábito de escrever em papel e caneta sempre que senti necessidade, quer para os bons, quer para os maus momentos;
  • Registei todos os filmes, séries, restaurantes e locais visitados mensalmente. Pode ser algo supérfluo mas pessoalmente é importante.

 

Relativamente às derrotas, são as seguintes:

  • O registo de despesas mensal em modo analógico não funciona para mim, visto ter um sistema em folha de cálculo já desenhado à minha medida;
  • Quatro meses depois desisti de fazer o tracking de algumas  atividade, como por exemplo, os dias em que vou ao ginásio, os dias em que leio, entre outros.

 

Visto que não gosto muito de andar a marinar nos temas, já tenho próximos passos a tomar:

 

  • Vou voltar ao meu registo de despesas em formato digital, já que à medida que vou preenchendo consigo saber no momento qual é área em que estou a gastar mais, assim como o peso de cada uma das despesas por mês e por ano;
  • Passar os aniversários para o calendário digital;
  • Procurar um sistema de tracking que não sejam app já existentes (ou seja, vou fazer o meu próprio sistema);
  • Manter a boa prática de escrever com papel e caneta, pois o impacto mental é muito maior do que escrever num computador.

 

Tal como referi em publicações anteriores, o objetivo deste sistema é que seja eficaz, mas ao mesmo tempo divertido. Quando algo começa a ser demasiado difícil, é importante pensar se de facto é algo que vai ser útil no futuro ou se pode ser alterado ou até mesmo descartado.

 

Não podemos é desistir logo à primeira, porque como sabemos, ou devíamos saber, não há almoços grátis, ou atalhos para o sucesso. É preciso persistência, resiliência, paciência e muito foco no objetivo; mas se após análise chegamos a conclusão que não é esse o caminho, então o melhor é procurar novas soluções, caso contrário não saímos do sítio.

 

Assim que tenha mais novidades sobre os próximos passos partilhar-vos-ei.

 

Abreijos e até à próxima.

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Nós somos aquilo que nos permitimos ser

Olá pessoal, espero que esteja tudo bem convosco.

 

Hoje vou entrar um pouco no campo da auto ajuda, pois estou em fim de férias grandes, e como não podia deixar de ser, fiz um pouco de análise introspetiva.

 

Apesar de já andar neste mundo há 34 anos, há muita coisa que ainda tenho de aprender, de fazer, de errar e de vencer.

 

Uma delas é combater o dogma que nos incutem desde cedo de que nós somos o resultado e o espelho daquilo que nos ensinaram, ou do que fazemos profissionalmente, ou num tom de brincadeira, aquilo que comemos.

 

Na minha opinião isto não está correto.

 

Nós é que optamos por ser prisioneiros desses mesmos dogmas, e não nos queremos libertar de toda a toxicidade que fomos sujeitos durante grande parte do início das nossas vidas, e por isso mesmo perpetuamos esse mindset, ficando na nossa zona de conforto, mesmo que frustrados, deprimidos e sem vontade de viver.

 

Sim, é possível sermos melhores do que aquilo que fomos ontem e somos hoje, sim é possível quebrar com a intoxicação psicológica a que fomos e somos sujeitos e sim podemos ser livres.

 

Este ponto também se aplica quando a saída da zona de conforto não corre bem e acabamos por nos tornar alguém ainda pior.

 

Onde quero chegar é: nós somos os donos de nós mesmos e o sucesso, mesmo dependendo de alguns fatores externos, e a nossa melhor versão de nós, só depende única e exclusivamente de nós.

 

Claro que mudar não é fácil, se fosse, todos seríamos super-heróis, mas sim podemos sê-lo na nossa própria dimensão, e esse caminho não tem de ser e não é, de todo, penoso.

 

Tal como referi na publicação "Como traçar objetivos em tempos incertos?" , fragmentar o caminho para nos tornarmos ainda melhores em pequenas vitórias, é um bom ponto de partida.

 

Por isso malta, vamos lá caminhar para sermos cada vez melhores.

 

Abreijos e até à próxima.

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Balanço de metade de 2021

Olá pessoal, espero que esteja tudo bem convosco.

 

Hoje vou tentar partilhar convosco como tem corrido este meio ano de 2021, ainda com o fantasma de uma pandemia em cima de nós, numa fase em que em qualquer outro país as coisas parecem regressar à normalidade, enquanto que no nosso país, parece que estamos a viver num ambiente hostil em que temos todos de seguir uma linha de pensamento único e onde o espírito crítico é apelidado de negacionismo, estupidismo e outros ismos.

 

Posto isto, e já resumindo o que vou escrever para a frente, falhei redondamente os meus objetivos traçados para este ano, e isso deixa-me um pouco frustrado.

 

De igual modo, não tenho procurado estratégias para fazer face a essa frustração, simplesmente tenho-me deixado levar.

 

Aquilo que fui escrevendo no inicio do ano sobre o que fazer para evitar tempo de ecrã, ou o detox de redes sociais, não tenho cumprido, nem tenho a vontade de contrariar.

 

Talvez esteja já com o mindset de setembro, que para mim significa novas resoluções. Ao contrário de estabelecer objetivos no início do ano, geralmente eu escolho o nono mês do ano.

 

Talvez seja a hora de fazer uns rascunhos sobre o que gostaria de concretizar, e seguir os passos que partilhei na publicação de como traçar objetivos em tempos de incerteza.

 

Esta publicação tornou-se um pouco como um desabafo, mas é este o objetivo dos blogues pessoais: mostrar também as nossas vulnerabilidades.

 

Espero em breve trazer conteúdos mais agradáveis e cativantes.

 

Abreijos e até à próxima.

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Dicas de gestão mensal dos nossos gastos

Olá pessoal, espero que esteja tudo bem convosco.

 

No seguimento de uma publicação anterior em que falo sobre independência financeira, decidi partilhar algumas dicas de como gerir os gastos mensais sem correr o risco de ter gastar mais do que aquilo que ganho.

 

Mais uma vez isto depende da vida financeira de cada um, mas penso que em qualquer realidade é possível.

 

Por outro lado, isto é um processo que leva o seu tempo e não é esperado que de um dia para o outro tenhamos um mealheiro de um milionário. Como qualquer processo, o segredo está na disciplina e persistência.

 

Assim sendo, e tendo como princípio que trabalhamos por conta doutrem e que todos os meses recebemos um salário, o primeiro passo a dar é definir uma percentagem sobre esse valor e colocá-lo de imediato na poupança, ou seja, pagares-te a ti.

 

O segundo passo, e tendo previamente feito um pequeno estudo sobre o valor médio mensal das despesas fixas, reservar esse valor para o pagamento dessas mesmas despesas, incluindo não só as contas da luz, água, etc, mas também supermercado, gasolina, educação, etc, e somando o valor dos impostos sobre o património (IMI, IUC, etc), dividindo por 12 meses.

 

De seguida, reservar também antecipadamente, os valores dos créditos existentes, (casa, carro, pessoais, etc.)

 

Deste modo, todos os meses haverá sempre a almofada garantida libertando alguma ansiedade sobre as nossas obrigações.

 

Por outro lado, o valor que sobrar é para os luxos que todos merecemos.

 

Logicamente que, e repetindo-me, cada um de nós tem a sua vida e provavelmente, principalmente quando se começa este processo, não será assim tão linear, mas mais importante é começar por algum lado para assim podermos chegar a este estado.

 

Espero que tenham gostado desta partilha, penso explorá-lo mais brevemente.

 

Abreijos e até à próxima.

domingo, 11 de abril de 2021

Ser humano, não uma máquina e aceitá-lo!

 Olá pessoal, espero que esteja tudo bem convosco.

À data da escrita desta publicação, foram anunciadas as novas medidas para o "desconfinamento", pelo que provavelmente o meu estado de espírito a escrever não será o mesmo do que o que era pretendido.

O objetivo passa por partilhar convosco que é muito bonito falar de estratégias para nos mantermos motivados, para termos a nossa produtividade em alta, para vermos o copo "meio-cheio".

Mas, somos humanos, para o bem ou para o mal. Há momentos em que simplesmente o peso desta incerteza, da nossa ansiedade, de informações contraditórias, ausência de contacto físico e social (seja com os nossos entes, seja mesmo no dia a dia), tem um impacto muito grande sobre nós.

E eu não serei exceção. Estas duas primeiras semanas de março têm sido difíceis de gerir, simplesmente liguei o piloto automático e apenas cumpri com as minhas obrigações "legais" e "higiénicas". Não fui capaz de ter o discernimento, a persistência ou a resiliência de ir contra esta força que me inibe de ir para além do que me faz sobreviver.

Assim sendo, como já referi em publicações anteriores, temos duas opções: ou deixarmo-nos vencer por este sentimento, ou ir contra ele. 

Como é lógico, eu escolhi o segundo, mas é um caminho que sei que tenho que percorrer, não vai funcionar com apenas um estalar de dedos. Até lá terei de dar tempo para fazer uma introspeção, ou um "reset", isto é, aceitar o que se passa, entender o porquê e como contornar, para que, gradualmente, regresse aos níveis pretendidos de motivação e produtividade.

Em tom de conclusão, todos temos momentos em que perdemos a nossa força e entramos numa espiral depressiva que nos suga toda a energia. Mas o primeiro passo é aceitar que estamos num mau momento, e, caso não o consigamos fazer sozinhos, procurar ajuda, de modo a que voltemos a um estado que todos merecemos: motivados, produtivos e felizes.

Desta vez explorei algo mais pessoal, mas penso que nestes tempos ainda estranhos, de uma maneira ou de outra todos tivemos uma experiência semelhante e por isso decidi partilhar.

Que os próximos tempos sejam melhores para todos.

Abreijos e até à próxima.

sábado, 13 de março de 2021

Como traçar objetivos em tempos incertos?

Olá pessoal, espero que esteja tudo bem convosco.

Hoje vou assumir uma postura de guru da produtividade e do coaching motivacional. :)

Brincadeira, o tema de hoje passa por partilhar convosco como eu tenho gerido os meus objetivos pessoais, ainda para mais em tempos incertos como estes, em que num dia temos um pouco de esperança e no dia seguinte essa esperança é-nos retirada a sangue frio.

Não vou dar detalhes em específico dos meus objetivos, pois prezo por alguma privacidade. O pretendido é demonstrar o caminho que faço não só para os alcançar, mas também para não desistir a meio.

No entanto quero deixar claro que desistir por vezes faz parte, e que apesar de nos fazerem crer que desistir é sinal de fraqueza, penso que é exatamente o contrário. Se algo nos deixa de fazer sentido em algum momento (após uma verdadeira análise de prós e contras), qual é o sentido de insistir nisso?

E, voltar a estaca zero, não é necessariamente uma derrota. Por vezes é preciso dar um passo atrás para conseguirmos dar dois de uma vez só. Tudo tem o seu tempo e aprendi a não ter pressa nem a ter medo.

Assim sendo, tendo em mente o que escrevi em cima os passos que sigo são os seguintes:

1.       Definir um objetivo:

a.       Lógico, mas o óbvio nem sempre é valorizado.

2.       Um objetivo que seja realista:

a.       Não que eu não queira ir a Marte, mas não é algo que se adeque à minha realidade.

3.       Um objetivo traçado ao detalhe:

a.       Para que durante o trajeto não perca o foco do que realmente quero.

4.       Definir uma data fim:

a.       Para não me deixar navegar na maionese.

Sim, eu entendo que neste momento estou quase a dar uma aula de como traçar objetivos S.M.A.R.T., mas há coisas que fazem algum sentido.

5.       Com os detalhes do objetivo mais a data fim, dividir o caminho em várias etapas, etapas essas com datas fim:

a.       Ao mesmo tempo que a pressão exercida é menor, porque a carga associada à etapa também é menor, consigo ter pequenas vitórias à medida que vou concretizando cada uma delas, o que ajuda e muito à motivação.

6.       Para as vitórias de cada etapa, definir recompensas, sejam elas monetárias, uma futilidade qualquer, ou algo que me realize.

7.       Quando o objetivo tiver sido alcançado, fazer uma verdadeira celebração com tudo a que tenho direito, pois neste momento por vezes acontece aquela sensação de vazio do género: "É isto? E agora o que é que eu faço?", se bem que pessoalmente este sentimento de cobrança já não faça muito sentido (explico já no final).

É nesta altura que tomo uma de duas decisões:

1.       Avançar para o próximo objetivo;

2.       Dar-me tempo para o "nada", isto é, um período em que simplesmente vou vivendo o meu dia a dia em modo automático.

Em tom de conclusão, e repetindo-me, o mais importante nisto tudo é que o processo seja divertido e que faça MESMO sentido e seja útil.  Se não estiver a ser, então é preferível largar e parar um pouco para pensar antes de avançar noutro caminho ou em insistir no erro.

E, além disso, que este processo não ponha em segundo plano o que é mais importante: nós e quem nos é importante. Por vezes é necessário sacrifícios, mas colocar que nós mesmos quer as pessoas que mais amamos em planos secundários, na minha opinião, não faz sentido.

Por isso, toca a ir atrás dos nossos objetivos de forma clara mas ao mesmo tempo divertida e sem descurar o que é mais importante para nós.

Espero que tenham gostado da publicação, sintam-se livres para comentar se assim o entenderem.

Abreijos e até à próxima.


domingo, 21 de fevereiro de 2021

Confinamento 2.0 - Novas (velhas) rotinas 2.0

 Olá pessoal, espero que esteja tudo bem convosco.

À data da escrita deste texto, voltamos a um confinamento semelhante ao de março de 2020.

Pelos vistos ainda não é desta que isto melhora.

Como cidadão, fiz a minha parte e, felizmente, nem eu nem ninguém da minha família até ao momento contraiu este vírus.

Foram feitos alguns sacrifícios, tais como não festejar aniversários, não estar fisicamente com amigos nem familiares, não festejar o Natal nem a Passagem de Ano como em anos “normais”.

No entanto, o cumprimento das regras teve como prémio um novo confinamento.

A vantagem deste confinamento 2.0 é a experiência do passado, portanto, mesmo estando cansado de tanto esforço sem vislumbrar o seu resultado prático, e usando a perspetiva do “copo meio cheio”, chegou a altura de voltar a novos velhos hábitos.

Não me canso de escrever sobre o tema da saúde mental e como temos que reconhecer que todos, por mais forte eu sejamos, por mais conhecedores de nós mesmo que possamos ser, estas medidas mexem demasiado com o nosso estado mental, e urge arranjar estratégias para combater ansiedades, medos, depressões e todo o tipo de problemas mentais que a incerteza nos traz.

Como para mim o exercício físico tem um impacto muito forte no meu descanso mental, trouxe o ginásio para casa.

O primeiro passo foi arranjar material para me ajudar. Comprei estas bandas elásticas, e a partir daí comecei a seguir um plano de treino adequado.

Para o bem ou para o mal, vivemos numa era em que temos acesso a todo o tipo de informação literalmente ao alcance da palma das nossas mãos, por isso, mesmo que não haja disponibilidade financeira para ter um Personal Trainer, há bastantes opções online, pelo que não há desculpas para não mexermos o nosso esqueleto.

Pessoalmente costumo seguir os treinos deste canal. Tem exercícios para todos os gostos.

De qualquer modo, e visto que eu não sou formado nem em desporto nem em nutrição, o primeiro passo deverá ser procurar ajuda junto de quem sabe para poderem ter uma avaliação prévia e adequada ao vosso corpo, antes de começar a atacar um plano de treino e de nutrição aleatório que no final até pode ser mais prejudicial do que benéfico.

Durante os próximos tempos e enquanto os ginásios não reabrirem irei manter esta rotina pelos seguintes motivos:


·         Estar em casa aumenta obrigatoriamente o nosso sedentarismo e temos que o combater;

·         Repetindo-me, o exercício físico funciona como terapia mental para mim e mantém-me são, focado e com espírito leve;

·         Por fim, para não perder o hábito e assim, mal reabram os ginásios, não me custar tanto regressar.

Em jeito de conclusão, usemos a experiência do confinamento passado para não voltarmos a ficar presos em incertezas, em medos exacerbados pelos meios de comunicação social, em apatia por vermos os nossos empregos a desaparecer.

Arregacemos as mangas e procuremos formas de combater isto, porque ao contrário do que por vezes nos querem fazer ver, nós temos a força e o poder de mudar o nosso mundo, não estamos dependentes que alguém tome decisões por nós, ou seja, somos livres.

Não percam a esperança e façam a vossa parte enquanto indivíduos, enquanto sociedade e rapidamente sairemos desta repetição de pesadelo.

Abreijos e até à próxima.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Reduzir o tempo de ecrã

 Olá pessoal, espero que esteja tudo bem convosco.

 

Continuando em medidas para melhorar o dia a dia e focar-me naquilo que é mais importante, hoje o tema anda de mãos dadas com a publicação do “delete” às redes sociais.

 

A publicação de hoje passa pelas estratégias encontradas para passar menos tempo a olhar para o ecrã.

 

Este tema tornou-se de alguma forma importante para mim, pois em teletrabalho, as distrações são muitas e se queremos ser bons naquilo que fazemos, não podemos deixar que essas mesmas distrações tomem conta de nós.

Simultaneamente, estar em nossa casa ativa-nos o modo “zona de conforto” em que o aborrecimento toma conta de nós, e a procura por dopamina também aumenta, logo a consequência é desbloquear o telemóvel e procurar gratificação  imediata.

 

Adicionalmente, por conta de tanto tempo passado a olhar para ecrãs, esquecemo-nos de ir à janela, à varanda, ou caminhar pelo exterior e ver o nosso redor e sentir um pouco de ar e contacto com a natureza. Quantos de nós é afortunado por viver em locais com tanta riqueza paisagística e não a aproveita em detrimento da tal gratificação imediata?

 

O último motivo que encontrei para reduzir o tempo de ecrã, passa pelo excesso de informação, ou desinformação, que já expus em publicações passadas.

 

Assim sendo, pus mãos a obra.

Nos dias de hoje, quem tem um telemóvel Android (que é o meu caso, acredito que com outros sistemas operativos seja igual) pode aceder a aplicações que nos mostram entre outras coisas, quanto tempo passamos com o ecrã ligado, quantos desbloqueio fazermos e quanto tempo investimos em cada aplicação.

 

O primeiro passo já sabem qual foi: eliminar todas as apps de redes sociais. Não vou alongar sobre este ponto, mas para terem uma noção, mais de metade do meu tempo passado no telemóvel estava associado ao Instagram, Twitter e YouTube (se bem que esta última não desinstalei).

 

De seguida, para cada aplicação, incluindo Whatssap e email, desativei as notificações. Se algo é urgente e não pode esperar, há uma coisa que os telemóveis têm que se chama “chamada telefónica”, portanto, com esta medida eliminei a ansiedade que sentimos cada vez que o toque de notificação dá o ser ar de graça ou o LED de notificações nos pisca o olho.

 

O próximo passo foi verificar as aplicações mais utilizadas em termos de tempo e atribuir limitadores, ou seja, dando um exemplo prático, o whatssap tem um limite de 45 minutos por dia, logo quando o atingir, a aplicação fica automaticamente bloqueada até ao dia seguinte. 

 

Defini horários de bloqueio de determinadas apps; usando novamente um exemplo prático, durante as horas de trabalho, apps de caráter pessoal ficam bloqueadas, sendo que é “permitido” fazer pausas, eu vou fazendo pausas de 5 minutos.

 

À noite, para não cair no vício, programei o telemóvel a silenciar todas as notificações e a colocar o ecrã a preto e branco, desincentivando-me a usá-lo e a não ser bombardeado com aquelas cores também elas viciantes.

 

Por fim, defini um horário para o telemóvel se desligar e ligar automaticamente.

 

Todas esta funcionalidades foram realizadas na app da Google “Bem Estar Digital”.

 

Provavelmente vai parecer demasiado, mas eu tenho noção que sou viciado no meu telemóvel ao ponto de o desbloquear literalmente para nada, e, quem me conhece já sabe, para grandes males grandes remédios, por isso, isto só resultava indo pela via de medidas drásticas.

 

Consegui reduzir o tempo de ecrã de cerca de 6 horas por dia (sim é muito triste) para cerca de 2 horas, conseguindo atingir um recorde de apenas 48 minutos num domingo.

 

Confesso que foi muito difícil nos primeiros dias, pois tal como já referi, simplesmente pegava no meu telefone, desbloqueava-o e ficava em modo zombie a olhar para o ecrã. 

Igualmente dava por mim a ouvir toques de notificações inexistentes e a ver luzes de notificação que só existiam na minha imaginação.

 

No entanto, em menos de uma semana habituei-me. Se alguma noticia for urgente, ela chega à mesma velocidade com ou sem notificações, com ou sem redes sociais, com ou sem o telemóvel ligado, logo o tal famoso FOMO (Fear of Missing Out) não existe.

 

Permito-me assim ser mais focado quer no meu dia de trabalho, quer naquilo que gosto de fazer nos meus tempos livres, quer a dar atenção a quem realmente a merece ter.

 

Concluindo, para conseguir travar algo que para mim me estava a prejudicar os meus objetivos pessoais e profissionais, usei ferramentas que estão disponíveis para todos e defini estratégias para assim ajudar-me a combater este problema dos tempos modernos que é este vício do aparelhinho que anda connosco para todo o lado.

 

Espero que tenham gostado. Sintam-se livres para comentar.

 

Abreijos e até à próxima!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Rotina Matinal para a minha Saúde Mental (pessoal)

 Olá pessoal, espero que esteja tudo bem convosco.

À data da preparação deste texto, estávamos na iminência de um novo confinamento geral, pelo que provavelmente à data da publicação, esta rotina possa já não fazer sentido.

No entanto, o objetivo deste texto é partilhar como tenho vindo a gerir a ansiedade, e o sentimento de incerteza que esta dita pandemia tem causado em todos nós.

Estou em teletrabalho desde março de 2020, com um hiato em setembro, mas rapidamente de volta a casa.

Não vou dizer que não gosto de estar em casa porque estaria a mentir, mas faz-me falta o contacto visual e físico, quer seja dos meus colegas de trabalho, quer dos amigos.

E eu tenho feito a minha parte no que diz respeito ao combate do vírus.

No entanto, tal como já expliquei em publicações anteriores, muito tempo fechado em casa com a agravante de não estar fisicamente com ninguém, traz aumento do nível de stress e da ansiedade. O meu escape é a prática de exercício físico.

Adicionalmente, gosto de acordar cedo, por isso juntei as duas coisas e, de forma a evitar multidões, passei a prática do exercício físico para o início do dia, bem como as idas ao supermercado.

Deste modo, a minha rotina matinal consiste no seguinte:

                1. Acordar as 6:15

                2. Lavar-me e vestir-me

                3. Tomar um "micro-pequeno-almoço"

                4. Ir para o ginásio as 7

                5. Se aplicável, passar no supermercado as 8:20.

Vai parecer uma contradição, mas, apesar de isto parecer muito bonito, inspirador, um ato de coragem e foco, não é fácil.

Não é fácil estar no quentinho da cama e ter de sair dela às 6 da manhã, não é fácil estarmos ainda em modo "sono" e pegar pesado pouco tempo depois. Principalmente para alguém "procrastinador" como eu, exige bastante disciplina.

Para isso procurei estratégias facilitadoras:

                1. Preparo o saco do ginásio no dia anterior;

                2. Agora que estamos no inverno, coloco a roupa de desporto ao lado da cama;

                3. Deixo o pequeno-almoço pronto no dia anterior.

 

Assim, consigo fazer as coisas em modo piloto automático:

                1. Acordar;

                2. Vestir;

                3. Lavar;

                4. Tomar o pequeno-almoço;

                5. Pegar no saco do ginásio;

                6. Sair de casa;

                7. Treinar;

                8. Ir ao supermercado, quando é necessário;

                9. Regressar a casa;

                10. Arrumar;

                11. Começar a trabalhar.

Ao fim de duas semanas já não me custa tanto, e se em algum dia não consigo seguir esta rotina, sinto falta, mas a base destas rotinas é acima de tudo ser divertido e não ficar refém delas..

Em tom de conclusão, e repetindo-me, pretendi com esta publicação partilhar convosco como consegui conciliar o melhor dos dois mundos: escapar-me ao bicho do stress e da ansiedade praticando exercício físico em horários que a probabilidade de me cruzar com multidões é reduzida e as estratégias encontradas para conseguir manter esse foco.

Espero que tenham gostado.

Abreijos e até à próxima.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Eliminando Redes Sociais

 Olá pessoal, espero que esteja tudo bem convosco.

 

Visto que estamos em janeiro, continuo com algumas resoluções que já tinha testado como podem verificar nesta publicação, sobre o detox digital.

 

No entanto, desta vez decidi mesmo cortar com as redes sociais, eliminando de facto as minhas contas das plataformas onde gastava a maior parte do meu tempo (sim, desta vez uso o verbo “gastar” em vez de “investir”).

 

Comecei com o Twitter, porque era a rede que menos usava, essencialmente para acompanhar a temática política, mas como em qualquer outra rede social e, principalmente, desde o início da pandemia, tornou-se um depósito de frustrações e ódios desmesurados.

 

Seguidamente, passei para a plataforma onde passava a maior parte do meu tempo: o Instagram. E aqui sim, de facto percebi que isto é verdadeiramente um vício. 

Comecei por eliminar a app do meu telemóvel e de seguida segui os passos para a eliminação da conta. 

Curioso, ou não, nos primeiros dias, dava por mim a desbloquear o telemóvel e a clicar no lugar onde outrora estava a app, o que me levou a entender que bastava eu sentir-me um pouco aborrecido para procurar rapidamente qualquer coisa para me distrair.

 

Por fim, desativei a minha conta do Facebook, mantendo o Messenger para contactos. Este também não me custou muito pois já não fazia muita questão de visitar.

 

Tomei esta decisão após muita ponderação, visualização de vídeos de pros e contras, no entanto o clique deu-se após ter assistido ao documentário no Netflix sobre o Dilema das Redes Sociais

 

Sendo assim, os motivos pelos quais decidi avançar com isto foram os seguintes:

 

Importância do tédio:

Quantos de nós vão dar uma checkada ao Instagram, ao Facebook quando nos sentimos aborrecidos e queremos um pouco de atenção? Eu confesso, sou essa pessoa, aborreço-me muito facilmente, porque sejamos honestos, a vida não é uma constante de coisas a acontecer.

Para quem, como eu, ainda nasceu e cresceu numa era pré internet, lembra-se como eram passados os tempos mortos? 

É em momentos destes que a nossa criatividade fala mais alto, ou pelo contrário, que os nossos pensamentos mais obscuros tomam conta de nós. 

E ambas as hipóteses são boas para nos entendermos enquanto pessoas, legado e valores que queremos cimentar.

É preciso valorizar mais o tempo morto e não ocupá-lo com recompensas vazias.

 

Ansiedade:

A falsa necessidade de que temos que saber a todo o momento o que se passa com todo o mundo. É a maior mentira do mundo. 

Voltemos a honestidade, ninguém quer saber o que eu estou a fazer, do mesmo modo que ninguém quer saber onde tu estás.

Não vais perder o que se passa no mundo por não teres redes sociais.

 

Falta de Contraditório e Pensamento de Manada:

Atualmente os algoritmos utilizados são cada vez mais sofisticados, de tal modo que as sugestões e as publicações que são apresentadas vão de encontro às nossas preferências.

Mas será que é isso mesmo que precisamos? Ficar fechados na nossa redoma? 

Para quem não tem a aptidão de colocar tudo em causa, as redes sociais acabam por fechar ainda mais essa possibilidade, acabando por ficar de tal modo envolvidos nessa realidade que é apresentada que tudo o seja diferente é errado e a eliminar. 

 

Extremismo e Falta de Tolerância:

Numa época em que há tanta informação, temos verificado que valores como a tolerância e o respeito por visões de vida e opiniões diferentes são vistas quase como criminais e a abater ferozmente. 

Neste ano de pandemia, causas nobres em busca da equidade social, de género, racial, etc estão a ser minadas por movimentos que simplesmente não toleram opiniões diferentes (tanto pelos ditos mais progressistas como pelos mais conservadores).

Estes temas serão sempre muito discutíveis, mas é exatamente disto que se trata, a discussão parece que é proibida e o debate não pode acontecer. 

Penso que as redes sociais têm ajudado a minar estas causas.

 

Distração:

Este pode parecer um pouco contraditório com o primeiro ponto. 

Com o dia a dia tão intenso que temos, precisamos de alguns momentos de fazer um reset, ou de mandar umas doses de dopamina para o cérebro, e as redes sociais têm esse dom.

O problema aqui é que 5 minutos de redes sociais acabam por se tornar em horas. 

 

Excesso de informações:

Não fomos feitos para assimilar a informação que é atualmente disparada por todo o tipo de plataformas e por isso mesmo sentimo-nos na maior parte das vezes frustrados e com a sensação de estarmos a ficar para trás.

E tal como referi no ponto da ansiedade, nós não precisamos de saber o que se passa a cada momento.

 

Até ao momento, tenho encontrado as seguintes vantagens:

 

O dia nunca mais acaba:

Dei por mim com tanto tempo livre que não sabia de todo o que fazer.

Depois lembrei-me que faço parte da última geração que ainda viveu numa fase pré-internet. E por vezes voltar a velhos hábitos pode ser bom.

Comecei a ler mais, a escrever, aprender sobre qualquer coisa on-line, a assistir séries e filmes que estavam na bucket list. 

Outras vezes simplesmente deixo-me estar deitado a deixar a minha cabeça seguir por onde ela quer.

 

Continuo a saber o que se passa no mundo:

Não preciso de redes sociais para saber o que se passa no mundo a toda a hora.

Continua a existir canais de televisão,  jornais online, páginas de artigos de opinião (normalmente mais detalhados e não apenas com noções vagas).

Ou posso simplesmente perguntar a um amigo as novidades do mundo.

 

Dias leves, menos negativismo:

Menos comparações (mesmo que inconscientes) com os outros, menos negativismo devido a ausência da destilaria de ódio que atualmente são as redes sociais, dou por mim mais calmo, mais leve, menos ansioso com o futuro, mais focado no presente.

 

Menos tempo de ecrã:

De 6 horas diárias em frente ao telemóvel, consigo passar para cerca de 2 horas no máximo. Futuramente escreverei com mais detalhe sobre este tema.

 

O que mais importa passou naturalmente para primeiro lugar:

Objetivos pessoais, família e amigos. 

Isto é o mais importante. Não podemos ser reféns dos estímulos das redes socais, nem dos algoritmos que nos tentam vender bens e serviços que na realidade não precisamos.

 

Mantive o LinkedIn por motivos profissionais, e o Pinterest e YouTube para inspiração e aprendizagem informal e, logicamente, este blogue pessoal.

 

Acima de tudo, volto a reforçar que não estou a incentivar que saiam das redes sociais, até porque o mais certo é eu voltar um dia. 

 

Mas penso que efetivamente precisamos de dar um passo atrás e colocarmo-nos em perspectiva sobre os efeitos que as redes sociais estão a ter sobre nós e se somos ou não capazes de lidar com estímulos constantes, com feeds manipulados com base em algoritmos que apenas nos apresentam aquilo que num determinado momento eram os nossos interesses bloqueando-nos inconscientemente de pormos em causa esses mesmos interesses. 

 

Até ao dia de hoje estou a gostar da experiência e penso voltar a este tema futuramente.

 

Em tom de conclusão, espero que tenham gostado, sintam-se livres de comentar e partilhar. 

 

Abreijos e até à próxima.

domingo, 10 de janeiro de 2021

Bullet Journal 2021

Olá pessoal, espero que esteja tudo bem convosco.

2020 foi um ano de muitos desafios, e de muitas provas à nossa sanidade mental, pelo que  eu também não saí ileso, mas tal como referi em publicações anteriores, aprendi a lidar com o meus pensamentos e a evitar que eles tomem conta de mim (sempre com a consciência que sou humano e haverá dias em que isso não vai acontecer).


Posto isto, desde 2017 que gostava de experimentar o conceito do bullet journal, que muito resumidamente passa por voltar ao passado e usar uma agenda física. No entanto um bullet journal é muito mais que uma agenda, é uma ferramenta que permite registar basicamente tudo aquilo que quisermos: planos, agenda, lista de tarefas, controlo de hábitos, bem como pensamentos aleatórios, notas, etc. Na prática tudo o que acharmos conveniente colocar.


Na internet (Pinterest, YouTube, etc.) é possível encontrar vários modelos, ou gurus a explicar a forma e o método mais produtivo, o mais bonito, o mais colorido, o infalível, mas, na minha opinião, devemos olhar para essas apresentações como exemplos, pois a base do Bullet Journal é precisamente a liberdade que nos dá para o construirmos de acordo com o que pretendemos. 


Visto que 2020 me ofereceu bastante tempo livre, tomei a decisão de em 2021  apostar verdadeiramente num BuJo.


Durante uma temporada colei-me no Pinterest e no YouTube à procura de vários modelos até conseguir agregar o melhor de cada um deles e adaptá-lo a minha medida.

Apesar da liberdade na sua criação, há alguns pontos que na minha opinião são transversais:
Índice: como o nome indica ajuda a encontrar os tópicos e as páginas respetivas;
Log Anual: permite ter uma visão alargada do ano com os eventos/tarefas mais importantes do mesmo;
Log Mensal: permite ter uma visão alargada do mês com os eventos/tarefas mais importantes do mesmo;
Log Diário: permite ter a visão do dia com os eventos/tarefas do mesmo.

Mas, para construirmos esses pontos transversais, precisamos do mais importante: material. 
No meu caso, aquilo que precisei foi:
Caderno Picotado;
• Caneta Preta;
• Régua.

Não sou dado a belas artes e pessoalmente sou apologista do “menos é mais”, por isso não precisava de mais nada.

Deste modo, vou resumir como construí o meu Bullet Journal para 2021:

• Comecei mal, pois não cumpri com o primeiro ponto transversal que é o índice:
Legenda: para poder identificar o que é uma tarefa, uma nota, ou algo urgente;
Log Anual: onde resumo o meu ano com os vários meses do ano e eventos mais importantes a assinalar;
De seguida divido por cada mês do ano:
Log Mensal: onde transfiro o que tenho no log anual, bem como assinalo os eventos mais importantes dos dias desse mês;
Brain Food: onde coloco que livros li, séries e filmes que assisti, locais que visitei;
Sentimento do dia: uma coisa que aprendi neste ano de pandemia, foi de alguma maneira verbalizar, oralmente ou por escrito o meu estado de espírito, por isso decidi que seria importante manter esse hábito;
Tracking do mês: onde “controlo” as vezes que fui treinar, que li, que escrevi, que passeei, etc., de modo a ajudar-me no foco daquilo que pessoalmente é importante para mim;
Momento de Gratidão: outra coisa que aprendi em 2020 foi a necessidade de olharmos em perspetiva e perceber que somos gratos no mínimo por estarmos cá mais um dia, e verbalizando-o conseguimos ter essa noção;
Log Diário: onde transfiro o que tenho no log mensal bem como as tarefas desse dia e uma pequena agenda com as horas do dia;
Registo de despesas do mês: isto é algo que já faço digitalmente, mas, de modo a não perder o habito de usar o BuJo, passei essa tarefa para o modo “analógico”
Resumo das despesas do mês: tal como já fazia digitalmente, para perceber quais foram os tipos de despesas com maior e menor peso;
Registo da poupança mensal: Algo que devia ser ensinado desde a escola primária de modo a que a literacia financeira  fosse regra. Aqui resumo a poupança que faço a mim mesmo todos os meses no momento em que recebo o meu vencimento;
Log Livre: reservo 3 a 4 páginas para fazer o que eu quiser nesse mês.

Numa primeira leitura parece ser demasiado, mas a forma como são fatiadas as faixas temporais ajuda precisamente a acalmar esse excesso de informação. 

Pretendo com isto, procurar alternativas mais "analógicas" para reduzir ao indispensável o tempo passado em frente a ecrãs, não porque ache que seja nocivo, porque tudo vai da forma que damos uso às novas tecnologias e a tudo aquilo o que ela nos oferece, mas porque o analógico faz-nos ser mais criativos e a base da nossa existência é essa mesmo: puxar pela cabeça.

A ideia é ser divertido e funcional na medida daquilo que pretendemos, e nunca ficar preso nem sentir a obrigação de que temos de estar a todo o momento com o caderno aberto .

Portanto, se em algum momento concluir que está a ser mais um peso na minha vida do que algo que me divirta ou que me acrescenta valor, irei arrumar numa prateleira e volto ao digital.

Deixo aqui algumas fotografias do meu BuJo 2021.






Espero que tenham gostado da publicação, sei que foi extenso mas tentei escrever o mais agradável possível.

Abreijos e até à próxima. Um ótimo 2021 a todos.

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