segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Nós somos aquilo que nos permitimos ser

Olá pessoal, espero que esteja tudo bem convosco.

 

Hoje vou entrar um pouco no campo da auto ajuda, pois estou em fim de férias grandes, e como não podia deixar de ser, fiz um pouco de análise introspetiva.

 

Apesar de já andar neste mundo há 34 anos, há muita coisa que ainda tenho de aprender, de fazer, de errar e de vencer.

 

Uma delas é combater o dogma que nos incutem desde cedo de que nós somos o resultado e o espelho daquilo que nos ensinaram, ou do que fazemos profissionalmente, ou num tom de brincadeira, aquilo que comemos.

 

Na minha opinião isto não está correto.

 

Nós é que optamos por ser prisioneiros desses mesmos dogmas, e não nos queremos libertar de toda a toxicidade que fomos sujeitos durante grande parte do início das nossas vidas, e por isso mesmo perpetuamos esse mindset, ficando na nossa zona de conforto, mesmo que frustrados, deprimidos e sem vontade de viver.

 

Sim, é possível sermos melhores do que aquilo que fomos ontem e somos hoje, sim é possível quebrar com a intoxicação psicológica a que fomos e somos sujeitos e sim podemos ser livres.

 

Este ponto também se aplica quando a saída da zona de conforto não corre bem e acabamos por nos tornar alguém ainda pior.

 

Onde quero chegar é: nós somos os donos de nós mesmos e o sucesso, mesmo dependendo de alguns fatores externos, e a nossa melhor versão de nós, só depende única e exclusivamente de nós.

 

Claro que mudar não é fácil, se fosse, todos seríamos super-heróis, mas sim podemos sê-lo na nossa própria dimensão, e esse caminho não tem de ser e não é, de todo, penoso.

 

Tal como referi na publicação "Como traçar objetivos em tempos incertos?" , fragmentar o caminho para nos tornarmos ainda melhores em pequenas vitórias, é um bom ponto de partida.

 

Por isso malta, vamos lá caminhar para sermos cada vez melhores.

 

Abreijos e até à próxima.

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Balanço de metade de 2021

Olá pessoal, espero que esteja tudo bem convosco.

 

Hoje vou tentar partilhar convosco como tem corrido este meio ano de 2021, ainda com o fantasma de uma pandemia em cima de nós, numa fase em que em qualquer outro país as coisas parecem regressar à normalidade, enquanto que no nosso país, parece que estamos a viver num ambiente hostil em que temos todos de seguir uma linha de pensamento único e onde o espírito crítico é apelidado de negacionismo, estupidismo e outros ismos.

 

Posto isto, e já resumindo o que vou escrever para a frente, falhei redondamente os meus objetivos traçados para este ano, e isso deixa-me um pouco frustrado.

 

De igual modo, não tenho procurado estratégias para fazer face a essa frustração, simplesmente tenho-me deixado levar.

 

Aquilo que fui escrevendo no inicio do ano sobre o que fazer para evitar tempo de ecrã, ou o detox de redes sociais, não tenho cumprido, nem tenho a vontade de contrariar.

 

Talvez esteja já com o mindset de setembro, que para mim significa novas resoluções. Ao contrário de estabelecer objetivos no início do ano, geralmente eu escolho o nono mês do ano.

 

Talvez seja a hora de fazer uns rascunhos sobre o que gostaria de concretizar, e seguir os passos que partilhei na publicação de como traçar objetivos em tempos de incerteza.

 

Esta publicação tornou-se um pouco como um desabafo, mas é este o objetivo dos blogues pessoais: mostrar também as nossas vulnerabilidades.

 

Espero em breve trazer conteúdos mais agradáveis e cativantes.

 

Abreijos e até à próxima.

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Dicas de gestão mensal dos nossos gastos

Olá pessoal, espero que esteja tudo bem convosco.

 

No seguimento de uma publicação anterior em que falo sobre independência financeira, decidi partilhar algumas dicas de como gerir os gastos mensais sem correr o risco de ter gastar mais do que aquilo que ganho.

 

Mais uma vez isto depende da vida financeira de cada um, mas penso que em qualquer realidade é possível.

 

Por outro lado, isto é um processo que leva o seu tempo e não é esperado que de um dia para o outro tenhamos um mealheiro de um milionário. Como qualquer processo, o segredo está na disciplina e persistência.

 

Assim sendo, e tendo como princípio que trabalhamos por conta doutrem e que todos os meses recebemos um salário, o primeiro passo a dar é definir uma percentagem sobre esse valor e colocá-lo de imediato na poupança, ou seja, pagares-te a ti.

 

O segundo passo, e tendo previamente feito um pequeno estudo sobre o valor médio mensal das despesas fixas, reservar esse valor para o pagamento dessas mesmas despesas, incluindo não só as contas da luz, água, etc, mas também supermercado, gasolina, educação, etc, e somando o valor dos impostos sobre o património (IMI, IUC, etc), dividindo por 12 meses.

 

De seguida, reservar também antecipadamente, os valores dos créditos existentes, (casa, carro, pessoais, etc.)

 

Deste modo, todos os meses haverá sempre a almofada garantida libertando alguma ansiedade sobre as nossas obrigações.

 

Por outro lado, o valor que sobrar é para os luxos que todos merecemos.

 

Logicamente que, e repetindo-me, cada um de nós tem a sua vida e provavelmente, principalmente quando se começa este processo, não será assim tão linear, mas mais importante é começar por algum lado para assim podermos chegar a este estado.

 

Espero que tenham gostado desta partilha, penso explorá-lo mais brevemente.

 

Abreijos e até à próxima.

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Primeiro Passo na Poupança Pessoal

 Olá pessoal, espero que esteja tudo bem convosco.

 

No seguimento desta publicação, vou partilhar convosco dicas para começar um pé de meia.

Quero antes de mais informar que isto traduz-se na minha experiência pessoal e que não serve de todo como sendo orientações universais.

Para informações fidedignos aconselho procurar um gestor de conta ou alguém que trabalhe diretamente com mecanismos de poupança.

 

Em primeiro lugar, entendo que numa sociedade em que o consumo é a toda a hora estimulado, alguns de nós não consiga sequer ter a consciência que grande parte dos nossos gastos são evitáveis, desnecessários e mesmo fúteis, e que podemos canalizar esse gasto em poupança futura.

 

Em segundo lugar, por mais apertado que seja o nosso rendimento, é sempre possível poupar dentro das nossas possibilidades, mesmo que o valor possa à partida parecer ridículo. Nunca é ridículo, é o adequado à nossa realidade.

 

Em terceiro lugar, isto não é um processo que tenha resultados imediatos. Muito pelo contrário, demora anos e é preciso manter a consistência e o foco, pois numa sociedade em que cada vez mais se valoriza a gratificação imediata, o sucesso rápido não é a norma.

 

Assim sendo, o primeiro passo é constituir um Fundo de Emergência pessoal, ou seja, um mealheiro que tenha a possibilidade de movimentar imediatamente, no entanto, essa movimentação só pode ser feita em último recurso, e quando digo último é mesmo último.

Por outro lado esta movimentação deverá ser um "empréstimo" a nós mesmo, ou seja, deverá ser reposto e de preferência com juros.

Deste modo conseguimos psicologicamente assumir que este fundo de emergência é algo que tem custos.

 

Idealmente esse fundo de emergência deverá ser o correspondente a seis meses brutos do salário anual, logo aqui entendemos que a constituição desse fundo é demorada.

Se eventualmente mudarmos de trabalho e/ou o nosso salário bruto aumentar, esse fundo de emergência deverá também ser atualizado.

Se o caminho for o inverso e o salário bruto diminuir, então o fundo de emergência deve-se manter inalterado.

 

Um forma rápida de constituir um fundo de emergência é criar uma conta de depósito a prazo junto do banco onde já têm a vossa conta.

A vantagem é a rápida movimentação num verdadeiro caso de emergência, literalmente imediata.

 

Outra forma rápida e segura poderá ser a constituição de títulos de dívida pública, ou certificados de aforro. Na prática, estamos a financiar o Estado que em troca nos paga juros, geralmente mais apetecíveis, principalmente no longo prazo.

Visto que o objetivo do fundo de emergência é precisamente não utilizá-lo, apesar de demorar mais um pouco a ter o dinheiro disponível, é relativamente rápido.

Por outro lado, tem em teoria, sempre capital garantido, pois no dia em que o Estado não tiver como nos pagar, não será um fundo de emergência pessoal que nos irá salvar.

 

Numa próxima publicação, darei outras dicas de como ir constituindo esse fundo de emergência.

 

Espero que tenham gostado da publicação. Sintam-se livres para comentar ou partilhar.

 

Abreijos e até à próxima.

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